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Em conversa com o Alô Brasília, o deputado Cristiano Araújo fala dos seus projetos em andamento, do seu trabalho realizado no último semestre, de sua relação com o Governo do Distrito Federal e também sobre o seu envolvimento na Operação Drácon.

 

Brasília, 30 de julho - Entrevista para o ALÔ BRASÍLIA – Deputado Cristiano Araújo (PSD)


O que o deputado fez neste primeiro semestre que considera mais relevante?

Olha, o trabalho foi intenso. Votamos alguns projetos da área da construção civil, do setor produtivo, que têm o objetivo de criar mecanismos para organizar o território do DF e eliminar entraves burocráticos nessa área. Um deles foi a votação e aprovação da Lei da Permeabilidade do Solo. Esse projeto deve gerar emprego e aquecer a produção da indústria da construção civil. Conseguimos também a aprovação de uma lei de homologação de convênios e redução de impostos para as Startups. Nessa linha de defesa do setor produtivo, apoiei a regularização da Área de Desenvolvimento Econômico de Santa Maria, que integra o Programa de Apoio ao Empreendimento Produtivo do DF (Pró-DF). Cerca de 400 empresas da região serão beneficiadas. As escrituras dos imóveis vão permitir aos empreendedores ampliar suas atividades, participar de programas governamentais e ter acesso ao crédito. Há anos vinha levando essas reivindicações aos governos, por tratar-se de uma demanda antiga desse segmento.

E não posso deixar de citar, ainda, a transformação do Hospital de Base em instituto, que contou com o meu voto na Câmara Legislativa. Acredito que a iniciativa se tornará em grande vitória para a Saúde pública e de toda a população do Distrito Federal.

Finalmente, aprovamos duas importantes iniciativas de minha autoria, que logo se tornarão leis: o projeto que transforma todos os assentos do transporte coletivo e do Metrô em preferenciais a idosos com idade igual ou superior a 60 anos, mulheres grávidas, mulheres com crianças de colo e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; e a proposta que permite aos consumidores entrarem nas salas de cinema, espaços de lazer e de entretenimento cultural ou esportivo com comidas e bebidas compradas em outros estabelecimentos.


Houve algum projeto que não conseguiu concretizar?

Um especificamente, não. Mas claro que, como representante da população de Brasília na Câmara Legislativa, sempre fico pensando a cada fim de semestre em como poderíamos ter contribuído mais e melhor, em parceria com outros poderes públicos, em disponibilizar aos mais carentes meios de acesso à cidadania plena e a direitos básicos e elementares muitas vezes negados diariamente. Isso dói. Machuca.


Após o recesso, quais são as suas prioridades na Câmara Legislativa do DF?

Já devo começar relatando na Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente o projeto de Compensação Urbanística (PLC 110/2017). A proposta foi elaborada pelo GDF em parceria com o setor produtivo, juntamente com outras duas iniciativas: o novo Código de Obras e a Lei da Permeabilidade do Solo, já aprovada pela Casa, como eu disse no início da entrevista. Entregues pelo governador Rodrigo Rollemberg, esses projetos estão sendo tratados com prioridade na Câmara. São iniciativas que vão possibilitar a retomada do crescimento econômico de nossa região, com a geração de emprego e renda.

Outro tema de fundamental importância para o futuro do DF que não podemos nos furtar de debater e, quem sabe, aprovar neste segundo semestre, é a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). Sem a nova proposta, que está em fase de gestação no Executivo, será impossível pensar na promoção do desenvolvimento urbano sustentável tão necessário para garantir o nosso futuro e o das próximas gerações.

Outra prioridade será a retomada imediata de um projeto chamado “Deputado em Minha Casa”, que desenvolvemos com sucesso ao longo do primeiro semestre. Trata-se de ouvir as demandas da população, no local onde as pessoas residem, e nos colocar à disposição como mediador da comunidade entre o Legislativo, o GDF e outras instituições de atendimento ao público.

 

Quais são as maiores reclamações e cobranças de eleitores que chegam ao seu gabinete?

Geralmente as pessoas querem apenas ser ouvidas, se sentir acolhidas e representadas. Ou ter as suas demandas encaminhadas aos órgãos responsáveis. As principais reclamações e cobranças dizem respeito à falta de infraestrutura onde moram e a dificuldades de acesso à saúde, a transporte público de qualidade e segurança, áreas ainda tão críticas no DF.

 

Quanto ao governo Rollemberg, qual é o seu posicionamento? E o que o senhor faria de diferente do governador se estivesse em seu lugar?

Eu hoje sou da base de apoio ao governador Rollemberg. Mas é importante deixar claro que esse apoio é programático e resultado de uma decisão do meu partido, o PSD/DF, que reafirmou no início do ano, junto à população, suas bandeiras e soluções para o reequilíbrio da economia com geração de emprego e renda e a retomada da qualidade de vida, com planejamento, transparência e ações pontuais. É assim que estamos trabalhando. Sempre a favor da população. E a população quer que o governo da gestão Rodrigo Rollemberg/Renato Santana acerte nas políticas públicas, na gestão, para poder superar os graves problemas da saúde, educação, segurança, mobilidade, crise hídrica e do desemprego crescente, entre outros. Eu cobro e sou crítico do governo quando percebo equívocos ou falta de iniciativa para fazer as coisas. Mas sou solidário e leal em defender a governabilidade.

No lugar do governador, seria mais proativo, criativo e arrojado na busca de soluções para os problemas mais graves, como a falta de dinheiro para investir. Além de dialogar de forma permanente com todos os segmentos da sociedade organizada e estabelecer parcerias sólidas e consequentes com o setor produtivo, para encontrar alternativas viáveis ao desenvolvimento econômico e social de nossa região.

 

Em relação à Operação Drácon, qual a sua postura de defesa frente à ação ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)?

Sobre isso só digo que vou provar a minha inocência na Justiça. Estou com a minha consciência tranquila, pois não cometi nenhum ato ilícito. Durante meses a minha vida foi devassada e nenhuma prova encontrada. Vazaram declarações fora de contexto com propósito de tentar criar um clima de condenação. Isso é grave e incompatível com o Estado Democrático de Direito. Vazaram inclusive vídeos da minha intimidade familiar, que não guardam nenhuma relação com o trabalho de esclarecimento dos fatos. É lamentável tudo isso. Mas sigo firme, sereno e confiante na Justiça.

 

O senhor tem algo em vista para as eleições de 2018?

Só trabalho e muito trabalho até lá. Tudo vai depender da conjuntura do momento e das possibilidades de aliança. Mas, a princípio, devo me candidatar à reeleição.